segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Falta de amor?





Sentes o vazio que trazes  no peito?
Sentes o frio que te acorda em todas as manhas?
Se te disser que é falta de amor...acreditas?

Podes camuflar o teu olhar quando te pergunto pelas palavras que não me queres dizer, apesar de olhares indeterminadamente para os pés que te desencontram o caminho.
A tua maneira de fugires de mim, com o olhar, já  te denunciou, respondeu ao meu coração, mas as tuas respostas não me convenceram. 

Não sei porque teimas em ser assim. Se por teimosia ou compaixão.
Sempre vivi sem atos de piedade, não preciso que me alimentes de inutilidades, se nada tens para me dar. 
Gosto da sinceridade da verdade. 
Da realidade pura e crua. 
Sem medo, sem receio. 
Já me fizestes sonhar tempo demais. È chegada a hora de acordar.
Pode ser que um dia, o relógio se perca no tempo e os seus ponteiros, me obriguem a chegar atrasado ao teu ponto de encontro. 
Já não te sei ler nas horas, as mesmas que outrora contava segundo a segundo para estar junto de ti. E o tempo parecia tão distante, tão distante de mim e tão fugaz, quando perto de ti.
Sou um tolo, consciente, mas sim, um tolo.
Sem ti, não existe metade de mim!
Quem é que acredita no tempo, à procura de amor, em cartas de amor, em palavras de amor?
Que posso gravar em mim, na minha alma e no meu pensamento se não usufruir de amor? 
O que me resta de ti se tanto que te procuro mais longe te encontro?
Restam-me o tempo, as cartas e as palavras... 
O tempo que desaparece como o vento, 
As cartas, que se tornam fugitivas, vazias e secas,
E as palavras...essas mesmo que tão bem compreendes...e que já não mas repetes como outrora.


Se te disser que é por falta de amor.....Acreditas?



Escrito por Henrique Rocha Almeida

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