Hoje apetece-me ler-te
Hoje apetece-me ler-te, descobrir no teu corpo um livro, percorrer cada pedaço dessa estante, encontrando-te entre atalhos de letras de um abecedário esquecido. Hoje apetece-me ler-te, fazer de ti um poema. Encerrar um capitulo único e fixar a minha leitura apenas e só num paragrafo. Hoje, como em todos os dias... sempre como em todos os dias , as mais belas horas são aquelas que passo dedicadas à tua leitura. Mesmo não sabendo ler-te procuro entender e ser de ti, uma consoante apenas, para que te conjugue no verbo amar. Em meus lábios não encontrarás frases feitas, de silêncios nus e sem sentido. O meu pergaminho, é a tua pele, onde escrevo, invisível e oculto, os meus desejos e os teus sentidos, onde beijando-te, procuro saciar a minha sede de palavras. Escrito por Henrique Rocha Almeida