O que resta do que me deste...
Havia muito tempo que não chovia, e o Outono abria a porta para um vendaval de sopros, de brisas e de águas frias. Caíam as primeiras gotas, e a terra seca, sugava-as num ápice. Nesse dia uma porta se fechou e nem uma pequena janela se abriu. Talvez o frio que me percorria fosse só apenas o sentimento da solidão. Um ruido de madeira seca solfejou pelo corredor e um trilho metalico esbateu-se na portada, rangendo suave e vagarosamente. Por fim o silencio - Tu já tinhas partido. Julguei-me em paz....A batalha poderia ter sido mais dura, mas a guerra ainda não terminara. Apaguei todas as luzes e se não fosse de noite, teria desejado apagar tambem a luz do Sol. Por sorte hoje não havia luar e só me restava por fim a escuridão. Deitado, de olhos postrados no escuro, pensei em todas as palavras que usámos como lanças, verdadeiros artefactos de guerra, poderosas armas de devastação. A vida desperta-nos com cada surpresa.... Outrora, outras p...