quinta-feira, 14 de maio de 2026

Meu Porto Seguro

O relógio parou no segundo

Em que o teu olhar cruzou o meu

Tu trouxeste sentido ao mundo

E o meu peito deserto viveu


Se a rotina nos tenta cansar

Tudo passa se pegas na mão

Tu és a calma para o meu mar

O compasso do meu coração


Meu amor, meu abrigo

Tudo ganha cor ao lado teu

O futuro faz sentido contigo

O teu porto seguro sou eu


Se o inverno chegar mais frio

O teu abraço aquece-me assim

Eras a peça que faltava no vazio

És a melhor parte de mim


Nas palavras que ficam por dizer

No silêncio que sabe acolher

Eu consigo sempre ler-te bem

Como não leio mais ninguém


Se a vida nos quiser afastar

E o destino nos levar além

Prometo sempre te encontrar

Pois o meu corpo não ama outro alguém


Meu amor, meu abrigo

Tudo ganha cor ao lado teu

O futuro faz sentido contigo

O teu porto seguro sou eu


Se o inverno chegar mais frio

O teu abraço aquece-me assim

Eras a peça que faltava no vazio

A melhor parte de mim


Henrique Almeida

14/maio/2026

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Sei que não voltarás

Não fez assim tanto tempo,

Desde que partistes de mim.

Vives no meu pensamento

Estarás sempre aqui.


E embora não te encontre

Nem ao brilho do teu olhar

A tua voz sinto na fonte

E teu retrato junto ao mar.

 

Não posso, não quero aceitar

Este vazio em meu coração

E se Deus, cedo te quis levar

O meu anjo, minha eterna oração.

 

E a mesma fé que me abala

também ela me destrói

mas cantando finjo esquecer,

para que eu possa sobreviver,

a esta dor que me corrói

 

Sei que não voltarás….

Para os braços de quem te adora

Serás sempre a minha princesa

Que te ama sempre mais, mas não me conforta

 

E assim este coração magoado

rezando, procura alegria,

Mais cai a noite… e dentro do teu quarto

A dor é maior…

pois amanhã….

Não será mais um dia...

longe de ti.


Henrique Rocha Almeida | 20/MAI/2021|



Melodia de azul


Oiço lá fora o cair das lágrimas do céu,

Chegam sem avisar, sem nada prometer,

Apenas o ritmo, de um bater que é só teu,

Num pranto límpido, que o chão vê nascer.

Formam um manto de um encanto azul.


Chora nuvem, respira o vento,

Um sopro errante que vai de norte a sul.

Suspira o Mundo, num breve momento,

Deixa-me ouvir esta melodia de azul.


Traz-me novas de outras gentes,

O frescor que acalma o meu calor.

Deixa-me ouvir… Não sentes?

A nostalgia de um grande amor.

Traz-me vozes de outras correntes,

O orvalho que afaga o meu ardor.


Uma janela aberta, o ar chega ensopado,

A rua emudece num silêncio profundo.

Leva-me ao peito o dia passado,

E lava-me o rosto com a água do mundo.

Um sinal frio, um silêncio sagrado.


Olhando o céu aprendo a guardar,

Nas conchas das mãos, o que me faz doer.

E quando o vento cansar de soprar,

Quero que me conte, quem ficou por querer.

Henrique Rocha Almeida  | 05/MAI/2026 |

Meu Porto Seguro

O relógio parou no segundo Em que o teu olhar cruzou o meu Tu trouxeste sentido ao mundo E o meu peito deserto viveu Se a rotina nos tenta c...