Entre o sonho e a realidade
Olhavas-me nos olhos e sentias-me longe, algures, talvez… entre o sonho e a realidade. Nesse instante descobrias-me entre as muralhas do meu sofrimento e pegavas-me na mão, melodizando palavras, tentadoramente sussurradas ao meu ouvido. Com uma suavidade encantada, peculiar do teu ser tão sublime e eminente com um olhar expressivo longe de ser magoado, magica e silenciosamente. Adoro o silêncio das palavras sábias da mesma forma que adoro o odor da tua paz, o arrepio do teu sossego, o calor do teu amparo, o conflito do teu luto. Adoro o mesmo caminho incomum onde silenciosamente, caminhas junto de mim, marcando a tua presença na minha consciência debilitada, impelindo-me pela palma da tua e da minha mão que já não a sinto de forma humana mas sinto-a sonhando como um anjo rebelde á procura dos meus pecados. Vem ter comigo…descobre-me por entre a ilusão que habita no meu pensamento, e por dentro da cegueira que foi poder amar-te. Perdoa-me! Ao sentires verdadeiramente o reflexo ...