sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Segredos da Alma



Nunca conhecemos verdadeiramente uma pessoa. Muitas foram as vezes que ouvi dizer : A vida é como um livro aberto onde todos os dias nele escrevemos uma página.
Também sei e acredito que existem folhas, ocultas, protegidas por complicadas palavras passe.
A essas páginas poucos ou nenhuns lhes conseguem aceder. Ou não! - Existe sempre alguém que descobre a palavra mágica... perdão! -A palavra passe, que de tão complicada te esqueces, e que permite então, descobrir um pouco mais sobre toda historia do livro.
 È tudo uma questão de tempo. Por muitos anti-vírus que existam, à sempre um pequeno cavalinho de Tróia que mais tarde ou mais cedo consegue invadir a nossa privacidade, consegue nos olhar tão profundamente nos olhos que consegue nos despir e colocar nus, permitindo dessa forma desvendar pequenos segredos da nossa alma e no fundo do nosso coração. Conseguem descobrir pequenas alegrias e pequenas mágoas, porque as grandes... bem com as grandes ajudamos a elevar os leitos dos rios! No fundo é muito bom saber que no meio da multidão, onde nos sentíamos sozinhos e abandonados, perdidos e desencorajados, alguém descobriu e entendeu o que por vezes os nossos amigos mais íntimos não vêem nem entendem. Mas que importa? No final do dia resta-nos esperar que o sol adormeça e na manhã seguinte acorde para termos a certeza que virámos apenas mais uma nova página do livro e que somámos mais uma folha, oculta ou não, até esgotarmos a tinta com que cada um de nós escreve o seu livro.

Escrito por Henrique Almeida

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Sofrer por amor

Não é fácil, como se julga, escrever com as palavras certas, certos momentos da minha vida. Não é fácil transpor para um papel o significado que esses momentos tem para mim, pois corro sério risco de não o transmitir da forma mais correcta e sincera como aquela que sinto no meu coração. 
Não importa escrever bonito se estiver a mentir. 
Não importa escrever linhas poéticas se no fundo nada me dizem.  
Eu tenho muitos ângulos retos, muitas arestas. Só não tenho é a paciência necessária e subtil para limar todos esses labirintos pontiagudos. 
Ainda assim, prefiro continuar a olhar para a tua fotografia e poder ver nela a cor dos teus lábios, o brilho dos teus olhos, poder ver neles os teus sonhos, que eram no fundo os meus).
Naquele tempo voávamos com as mesmas asas e graças a isso, através dos teus olhos, guardo na minha mente e no meu coração a altura em que tudo era simples, fácil, dócil e puro, selvagem e bonito. 
Uma simples troca de olhares valiam mais que dez mil palavras, as mesmas, que trocamos sem nexo, nem sexo, ainda sim foram como pedras que atirámos um ao outro, as mesmas palavras com que nos ferimos, quando no fundo, nos  desejava-mos.
Mais do que trocarmos beijos e afectos, abraços e afagos, e ganharmos vivendo tempo, a sarar as feridas um do outro, nada tinha razão de ser. 
Onde erramos nós? 
Nas palavras ditas sem sentido ou na cobardia de nao lutarmos por tudo o que nos era mais sagrado...o nosso profano amor?
Nunca direi que agora é tarde pois as palavras cansam-me e vao contra o que sinto. 
A minha maior tristeza não é sofrer por amor mas sofrer por te amar demais e saber que a vida é feita de oportunidades e nós desperdiçamos a nossa. 
Talvez um dia as palavras se silenciem nas nossas bocas e se por asaco elas se encontrarem,
para matar a saudade que nos corroi,
dia a dia...
talvez ....
um .....
dia.

Escrito por Henrique Almeida

Caminho

Tu que procuras um caminho e vives numa constante encruzilhada, que te julgas neste mundo, sozinho, à procura de tudo e de nada. Tu, ...