Se tu fores, irei contigo




Segues perdido por caminhos ocultos,

cegamente, não conheces o terreno que pisas

exploras no silêncio sombras e outros vultos

e julgas sinceras as palavras, não ditas.


Procuras a chave numa porta já aberta

Pela qual não sei se entrei ou saí.

Ofuscado pela claridade da janela

Assim como o amor que perdi.


Se tu fores, irei contigo,

Não interessa o destino, apenas a vontade.

De te amar em cada berma do caminho,

Fugir da rotina, sabes, ser a tua metade.


Olhas-me deitado no sofá, embriagado

Inerte ao sofrimento de todo um mundo.

Amanhã se acordar, uma outra vez, estupefacto,

Por sobreviver a cada dia, hora e segundo.


Segue-me pelos atalhos, vive pelo vil medo

Obscura-te na luz que te engana e cega.

Nunca é pela manhã, nem muito mais cedo!

Que a razão do teu corpo, se mata e encerra.



Escrito por Henrique Rocha Almeida
22SET2025 - Lisboa










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