Dá-me dias de solidão...



O mundo tem muitas cores! 

Tem tantas ou tão poucas, quantas aquelas que o sorriso de uma criança alcança. 
Recomeçar pode ser difícil, mas desistir está fora da alma de quem acredita, quem sabe, poder voltar a ser criança. 
E todos os medos podendo então voltar a ser reais, exige que se aprenda de novo a ser feliz. 
Em silencio, a Esperança, surge no meio de nadas, que afinal simbolizam tudo.


Dá-me dias de solidão...

Preciso de estar a sós… comigo.

Sou tempestade de saudades 

Num corpo transbordante de vazios.

Deixem-me caminhar pelos meus passos,

Correr na calçada empresada,

Que me segura ao caminhar…

Em vão…

Deixem-me sentir o rio que me aconselha

No quanto sou frágil e indefeso.

Escondido entre o pecado e o segredo.

Deixem-me ser ….

O silêncio,

A história mal contada

O segredo de uma existência

Oculta no coração….

 

Deixem-me á fadiga da fraqueza,

Da mão que me suporta e sustenta,

Em fragmentos de gente que clama

A liberdade do meu penar.

Deixem-me….

Prefiro esconder a ter de encontrar

As iras e os delírios

Da dor que me acalma e alenta.


Henrique Almeida

16OUT2024


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