Despedidas perfeitas?
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E de repente um dia tudo termina...
A chuva que cai
não molha,
nem arrefece.
O Sol que brilha
não seca
nem aquece.
Num instante tudo mudou...
num segundo tudo ficou para trás.
Nada mais terá a importância devida.
Nem a noite
que te invadia
com ou sem luar.
Nem o tempo que
eternamente longo
não mais te demorará...
Estático, o ponteiro do tempo não adianta....
nem muito menos vai avançar.
As portas ficarão por fechar,
as janelas por abrir.
Os sorrisos,
escondidos,
dispersados pelo silencio
serão perdidos
em abraços sem aperto.
Na minha boca, os meus lábios
serão como pedras frias,
sem calor,
nem vida
numa calma vã, esperando
por um ultimo beijo.
E tu,
silenciosa,
misteriosa nos teus compassos
absorves-me num mundo melhor.
Levitarás em segredo,
escondida nos teus pensamentos.
Meus olhos não vão responder
ao improviso do som das tuas lágrimas
que caindo
lavam-te a alma
e te acalmam a dor.
Não há despedidas perfeitas
numa mão, ou em mil,
das que acenam um adeus.
Não se improvisa uma partida sem um impulso
Nem uma despedida,
que trilhe a resistência de esquecer
um momento.
Por mais, ou por muito menos,
sendo profundo
jamais se abandone,
infinitamente,
por breves instantes.
Escrito por:
Henrique Rocha Almeida
Maio 2014
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